November 22, 2009

Xiuuuuu

November 6, 2009

Bookcrossing no Funchal

O grupo Remanescente esteve a distribuir alguns livros em formato bookcrossing pelas ruas do Funchal.

Observem a reacção das pessoas, quando do nada vêm aparecer um livro ao seu lado.

October 20, 2009

Os Flor Caveira ou Ninivitas não têm medo do Lobo Antunes


Os Flor Caveira (parece que já se chamaram Ninivitas) são uma banda de música alternativa evangélica. Seja lá o que isto for, eles são 5 rapazes (pelo menos) tipicamente bloco esquerdistas na indumentária, mas são cristãos. Atrevo-me a dizer que são os Mamonas Assassinas portugueses, cristãos, mas que tocam e cantam bem.

Eles foram convidados pela Sociedade Bíblica Portuguesa para cantar na apresentação da "Bíblia para Todos" no dia 20 de Outubro de 2009 no Museu da Comunicação.

Esta é uma música sobre a importância da leitura.

Desculpem a qualidade, mas como gostei tanto do sentido de humor, da sonoridade, do vozeirão do vocalista e do estilo descontraído, não resisti a publicar mesmo assim.





LETRA
Quem não lê é como quem não vê
Vá lá, pega num livro e desliga a TV
Confessa lá, tu agora até te sentes mal
Por só leres as legendas e os títulos do jornal

Quem não lê é como quem não vê
E diz-me afinal o que é melhor que ler
Talvez comer, talvez beber, talvez.... mas afinal
Leitura dá-te alimento intelectual

Quem não lê é como quem não vê
Vá lá, num instante à tua estante e pega no Dante
Mas se o Inferno te der vontade de fugir, ai ai
Pega na Bíblia, pode ser que escapes de lá ir

Quem não lê é como quem não vê
Junta a proza à gasosa, mistura ainda um sofá, deixa marinar
E uma tarde bem passada é o que dá

O Pessoa pode te tornar outra pessoa
Pois a poesia portuguesa tem tanta coisa boa

O Saramago é bom, mas não te dá a salvação

Quem tem medo do Lobo Antunes, devia ter temor a Deus (repete à exaustão)

Laudare Ensemble - Évora - 17 Outubro 2009

October 11, 2009

Robbie Williams - Bodies

Robbie Williams é considerado por muitos o maior artista do planeta. É indiscutível a influência que ele tem sobre quem o admira. Depois de algum tempo em reclusão domiciliária voluntária, ele está de volta com esta nova música, chamada Bodies, que certamente vão ouvi-la nas rádios e TVs.

O que me intriga nesta música é perceber a mensagem que ele quer transmitir.

A história recente de RW é de drogas, depressão e vontade de abandonar a vida. Até há bem pouco tempo ele afirmava que mais cedo ou mais tarde extra-terrestres viriam resgatá-lo e agora compõe uma música sobre a morte de Jesus.

Porquê? O que quer ele dizer com esta letra?

Se tiverem sugestões gostava que as partilhassem.


God gave me the sunshine,
Then showed me my lifeline
I was told it was all mine,
Then I got laid on a ley line
What a day, what a day,
And your Jesus really died for me
Then Jesus really tried for me

UK and entropy,
I feel like its ****in’ me
Wanna feed off the energy,
Love living like a deity
What a day, one day,
And your Jesus really died for me
I guess Jesus really tried for me

Bodies in the Bodhi tree,
Bodies making chemistry
Bodies on my family,
Bodies in the way of me
Bodies in the cemetery,
And that’s the way it’s gonna be

All we’ve ever wanted
Is to look good naked
Hope that someone can take it
God save me rejection
From my reflection,
I want perfection

Praying for the rapture,
‘Cause it’s stranger getting stranger
And everything’s contagious
It’s the modern middle ages
All day every day
And if Jesus really died for me
Then Jesus really tried for me

Bodies in the Bodhi tree,
Bodies making chemistry
Bodies on my family,
Bodies in the way of me
Bodies in the cemetery,
And that’s the way it’s gonna be

All we’ve ever wanted
Is to look good naked
Hope that someone can take it
God save me rejection
From my reflection,
I want perfection

Bodies in the Bodhi tree,
Bodies making chemistry
Bodies on my family,
Bodies in the way of me
Bodies in the cemetery,
Bodies in the bodhi tree,
Bodies making chemistry
Bodies on my family,
Bodies in the way of me
Bodies in the cemetery,
And that’s the way it’s gonna be

All we’ve ever wanted
Is to look good naked
Hope that someone can take it
So God save me rejection
From my reflection,
I want perfection

Jesus didn’t die for you, what do you want?
(I want perfection)
Jesus didn’t die for you, what are you on?
Oh Lord
(Jesus really died for you) Ohh
(Jesus really died for you)
(Jesus really died for you) Ohh

October 8, 2009

O que importa é a convicção

É só substituir a palavra convicção por fé e temos aqui uma das melhores meditações escritas por um ateu.

"Não são as ideias nem as decisões que importam - interessam, mas não importam. É a convicção. É o convencimento. Qualquer decisão é mais eficaz do que a inteligência. O pensamento é um luxo e um atraso.

Há uma experiência que estão sempre a repetir. Quando se remove o córtex a um bicho qualquer, ele deixa de pensar e de duvidar; de se sentir seguro ou não; de medir as oportunidades. E qual é a consequência? Torna-se imediatamente o chefe dos outros bichos. Os pensadores, no reino animal, são seguidores. Foi o que aconteceu com as pessoas com as piores ideias do século XX: Hitler, Estaline, Mao. Foram as que tiveram mais poder e mais mal fizeram. Porque não hesitavam e o nobre ser humano, hesitante, não resiste a quem não hesita.

Cada vez mais se ouve dizer que qualquer decisão, por muito estúpida ("vou deixar crescer um bigode!"), é mais benéfica do que a dúvida mais inteligente. Na verdade, a pessoa inteligente só decide por instantes. A decisão é emitida como os talões de estacionamento. Pode (e deve) mudar a qualquer momento porque, felizmente, nunca se sabe. Aprende-se a não saber. Aprende-se a viver com isso. Aprende-se a ser enganado, de vez em quando, quando se acerta nalguma coisa.

Recuperamos de ter tido razão, naquela vez sem exemplo. Passa-nos. Esquece-nos. A convicção é convincente, mas é perigosa, por ser o contrário da inteligência e da condição humana, que é não ter bem a certeza de quase nada."


Por Miguel Esteves Cardoso, no Público.

September 24, 2009

A avassaladora história do casamento da Beautiful Lady - Director's Cut

Passavam poucos minutos das 4h da tarde. Estávamos num quente domingo de Setembro, depois de alguns momentos passados junto ao mar Adriático o momento era de regressar ao autocarro para voltarmos para Tirana.


Como habitualmente, eu e o Ruben Martins dirigíamo-nos para a camioneta quando percebemos que a mesma estava estacionada junto a um restaurante.

Lá dentro ouvíamos música típica albanesa e a festa era grande. Olhamos um para o outro e numa expressão de profunda cumplicidade e decidimos... invocando o Cristiano Ronaldo conseguiremos dançar com eles, obter uma bebida grátis cada um e ainda tirar uma foto em calções e chinelos com os nubentes.

O objectivo foi traçado com facilidade mas a missão era complexa. Como é que, apesar da nossa extrema beleza e sensualidade, conseguiríamos explicar aos albaneses que queríamos participar na boda do dia mais importante para aquele casal e ainda tirar uma foto com os nubentes (estando nós de calções e chinelos, mesmo que de marca), dançar na festa deles e beber uma gasosa?

Como diz Angus Buchan, para que um milagre aconteça é preciso que as condições sejam difíceis, mas para que um grande milagre aconteça é preciso que as condições sejam impossíveis.

Neste caso eu tinha um trunfo... seu nome... Ruben Martins.

A primeira meta sem a qual nenhuma das outras seria alcançada era entrar na festa. Mas para isso precisaríamos que eles compreendessem o que queríamos... como não falamos albanês nem eles português, resolvemos falar a língua universal. Chegados perto da porta de entrada do restaurante eu e o Ruben Martins em uníssono exclamamos num sotaque italino e repetido "Cristiano Ronaldo", enquanto eles replicavam "Cristiano Ronaldo" e nós enfatizávamos mais ainda "Cristiano Ronaldo" ao qual eles percebendo claramente as nossas intenções responderam"Cristiano Ronaldo".

Ultrapassada a barreira da linguagem convidaram-nos a entrar. Assim que entramos no salão, os convidados tiraram os olhos da bela noiva para os depositar nos dois atraentes jovens de calções e chinelos (repito que eram de marca) que triunfantemente entravam na sala. Imediatamente os nossos interlocutores nos apresentaram aos noivos, que rapidamente nos pediram para tirarem uma foto com estes dois espécimes portugueses, aparentemente tão castos.


Foi nesse momento de fotogenia que o Ruben Martins apontando para a bela albanesa afrontou o noivo com as seguintes palavras... "Beautiful Lady, Beautiful Lady" ao qual o noivo respondeu com um grande soluço próprio de quem está ébrio de mais para perceber que a sua esposa não tirava os olhos do português, ansiando que este tivesse o cavalo branco estacionado à saída pronto para a levar a conhecer a Grécia.


Ultrapassado o primeiro desafio de tirar uma foto com os noivos, o segundo foi mais simples. Percebendo o sucesso que a festa estava a ter com a nossa presença, rapidamente os familiares dos noivos se apressaram a oferecer-nos bebidas como gesto de gratidão pela nossa presença. Perguntaram-nos o que queríamos beber e a nossa resposta foi pronta... Cristiano Ronaldo. Eles percebendo o que queríamos trouxeram-nos Ivi que viemos a descobrir mais tarde ser uma espécie de Fanta misturada com Sumol e com um ligeiro trago a Sprite mas com dizeres em albanês na lata.



Refastelados com o belo momento de protagonismo pelo qual estávamos a ultrapassar o último desafio era mostrar-lhes como se dança à Cristiano Ronaldo.


Começada a música, foi com facilidade que nos integramos nas danças ora pisando o Albanês do flanco esquerdo, ora entrando de carrinho sobre a Albanesa que estava à defesa sempre que nos aproximávamos dela. A minha escola de dança sempre se marcou por estilo de trivela holandesa, já o Ruben Martins fazia uma coreografia que nos fazia lembrar um prodigioso forcado escalabitano.



No momento da despedida, resolvemos sair pela mesma porta em que entramos acenando como se partíssemos para a guerra para proteger as gerações vindouras.

From Ciampino with love

Só há dois lugares onde é impossível fingir o quanto gostamos uns dos outros... cemitérios e terminais de aeroportos.


No momento em que escrevo estas linhas, estou em Ciampino, um pequeno aeroporto de Roma. Estou sentando tranquilamente junto à porta por onde saem os passageiros e se reencontram com os amigos e familiares.


Olho com emoção para os sorrisos molhados, abraços prolongados, beijos incontroláveis e palavras espontâneos que são trocados entre jovens, velhos, pais, filhos. Aqui ninguém precisa de traduzir o que se passa. Sentimos muita falta uns dos outros… é tramado eu sei, o facebook sempre vai dando uma ajuda a matar saudades, mas não há nada como o contacto físico.


O mau hálito originado pela viagem intercontinental mal dormida parece o mais caro perfume francês se exalado pela pessoa amada. Aqui não há barba rija que desmotive o beijo ansiosamente guardado e treinado para esta ocasião.


Sabem, porque é que não se vende café nos terminais de chegada, mas apenas nos de partida? Porque não há maior dose de estimulante do que ver chegar "aquela" pessoa.


http://www.youtube.com/watch?v=PMScPVO4rLw&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=14QSezeYMvE&feature=related


September 1, 2009

Até 14 de Setembro vou estar aqui...

Até dia 14 de Setembro altura em que termina o projecto Abraçar o Mundo em Tirana, vou estar a actualizar este blog...